Convex Hull no QGIS

O invólucro convexo (convex hull) é um conceito matemático fácil de explicar: é formado pelo menor polígono que engloba um conjunto de pontos. Em Português, esta operação poderia-se designar por:

  • invólucro convexo
  • fecho convexo
  • envelope convexo

Para experimentar esta operação no QGIS, é necessário ter um tema com um conjunto de pontos. Pode criar um tema novo e inserir um conjunto de pontos, ou utilizar o tema mcdonald.shp, com os McDonalds de Portugal, no sistema de coordenadas EPSG:3763 (ETRS89 / Portugal TM06).

1) Selecionamos apenas alguns deles (na área do Porto). Os pontos selecionados são os que estão na imagem.

Pontos escolhidos para criar um invólucro convexo à sua volta

Pontos escolhidos para criar um invólucro convexo à sua volta

2) Escolhemos o menu ‘Vector’

Menu Vector

3) Dentro do menu, ‘Vector, escolhemos ‘Geoprocessing tools’, e depois ‘Convex Hull’

Menu Geoprocessing Tools

4) Aparece-nos o diálogo seguinte, para indicarmos os parâmetros com que queremos criar um novo invólucro convexo.

Diálogo Invólucro convexo

Diálogo Convex hull

5) Indicamos que queremos um único invólucro, com os pontos selecionados. O resultado será guardado numa shapefile à escolha.

6) Resultado obtido: um único polígono, que contém todos os pontos selecionados. Note-se que nem todos os pontos são vértices do polígono criado.

Invólucro convexo (convex hull) criado a partir dos pontos selecionados

Invólucro convexo (convex hull) criado a partir dos pontos selecionados

Informalmente, se víssemos cada ponto como um prego numa tábua, o invólucro convexo corresponde à forma que um elástico assumiria, se fosse colocado à volta de todos os pregos.


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QGIS – Compositor de impressão

 

            O compositor de impressão permite a personalização e ajuste de inúmeras propriedades de forma a optimizar o “layout” e a impressão: permite a adição de elementos tais como mapas QGIS, legendas, barras de escala, imagens e caixas de texto. Permite modificar o tamanho da imagem, organizar elementos em grupos, posicionar cada elemento e ajustar várias propriedades para criar o seu próprio “layout”. O “layout” pode ser impresso ou exportado para formatos de imagem, Postscript, PDF ou SVG. O “layout” pode ainda ser gravado como base (template) e ser carregado outra vez, numa outra sessão. Veja a lista de ferramentas na imagem 1.

lista de ferramentas do compositor de impressão.

Imagem 1: lista de ferramentas do compositor de impressão.

Para aceder ao compositor de impressão clique no icon “Print composer” na barra de ferramentas:

Imagem 2: icon para selecção do compositor de impresão.

Imagem 2: icon para selecção do compositor de impresão.

Utilização do compositor de impressão:

            Antes de começar a trabalhar com o compositor de impressão é necessário carregar o “raster” e as camadas de vectores (“vector layers”) na tela do QGIS map canvas e adaptar as propriedades às suas necessidades. Depois de tudo estar definido ao seu agrado clique no item “Print Composer” (Imagem 1).

            Abrir o compositor de impressão (“Print Composer”) fornece uma tela branca à qual poderá adicionar a sua tela de QGIS, legenda, barra de escala, imagens e texto. A figura 2 mostra a imagem inicial do compositor de impressão, mas antes de qualquer elemento ser adicionado.

O compositor de impressão apresenta duas tabulações:

            A tabulação “General” permite-lhe definir o tamanho do papel, orientação, qualidade da impressão em dpis e activar a grelha (“Snap to grid”) numa resolução a definir. Repare que a opção activar a grelha (“Snap to grid”) só funciona se a resolução da grelha definida for superior a 0. Além disso poderá activar a opção imprimir como “raster” (“Print as raster”): isto significa que todos os elementos serão rasterizados antes de imprimir ou gravados como PDF.

            A tabulação “Item” apresenta as propriedades dos elementos seleccionados no mapa. Clique no Item seleccionar/mover (“select/move item”) para seleccionar um elemento (p.e. legenda, barra de escala, ou caixa de texto) na tela. De seguida clique na tabulação “Item” para personalizar as opções do elemento seleccionado.

            Poderá adicionar múltiplos elementos ao compositor. Também é possível ter mais que uma visão do mapa, legenda ou barra de escala na mesma tela. Cada elemento tem as suas próprias propriedades e, no caso do mapa, a sua própria extensão.

 

Adicionar um mapa QGIS ao compositor de impressão.

 

            Para adicionar um mapa QGIS clique no botão “Add new map” – imagem 4 – na barra de ferramentas do compositor de impressão e arraste um rectângulo na tela de composição com o botão esquerdo do rato para adicionar o mapa. Irá ver uma caixa vazia com a mensagem “map will be printed here” – imagem 5.

Utilização do compositor de impressão:

            Antes de começar a trabalhar com o compositor de impressão é necessário carregar o “raster” e as camadas de vectores (“vector layers”) na tela do QGIS map canvas e adaptar as propriedades às suas necessidades. Depois de tudo estar definido ao seu agrado clique no item “Print Composer” (Imagem 1).

            Abrir o compositor de impressão (“Print Composer”) fornece uma tela branca à qual poderá adicionar a sua tela de QGIS, legenda, barra de escala, imagens e texto. A figura 2 mostra a imagem inicial do compositor de impressão, mas antes de qualquer elemento ser adicionado.

Imagem 3: aspecto inicial do compositor de impressão.

Imagem 3: aspecto inicial do compositor de impressão.

O compositor de impressão apresenta duas tabulações:

            A tabulação “General” permite-lhe definir o tamanho do papel, orientação, qualidade da impressão em dpis e activar a grelha (“Snap to grid”) numa resolução a definir. Repare que a opção activar a grelha (“Snap to grid”) só funciona se a resolução da grelha definida for superior a 0. Além disso poderá activar a opção imprimir como “raster” (“Print as raster”): isto significa que todos os elementos serão rasterizados antes de imprimir ou gravados como PDF.

            A tabulação “Item” apresenta as propriedades dos elementos seleccionados no mapa. Clique no Item seleccionar/mover (“select/move item”) para seleccionar um elemento (p.e. legenda, barra de escala, ou caixa de texto) na tela. De seguida clique na tabulação “Item” para personalizar as opções do elemento seleccionado.

            Poderá adicionar múltiplos elementos ao compositor. Também é possível ter mais que uma visão do mapa, legenda ou barra de escala na mesma tela. Cada elemento tem as suas próprias propriedades e, no caso do mapa, a sua própria extensão.

 

Adicionar um mapa QGIS ao compositor de impressão.

 

            Para adicionar um mapa QGIS clique no botão “Add new map” – imagem 4 – na barra de ferramentas do compositor de impressão e arraste um rectângulo na tela de composição com o botão esquerdo do rato para adicionar o mapa. Irá ver uma caixa vazia com a mensagem “map will be printed here” – imagem 5.

Imagem 4: item “add new map”

Imagem 4: item “add new map”

 

Imagem 5: “print composer” com rectângulo onde será inserido o mapa QGIS.

Imagem 5: “print composer” com rectângulo onde será inserido o mapa QGIS.

 

Para ver o mapa poderá escolher entre 3 modos diferentes, na tabulação “Item”:

 

  1. Preview: Rectangle” é a opção pré-definida. Apresenta uma caixa vazia com a mensagem “map will be printed here”.

 

  1. Privew: cache” desenha um mapa na resolução do ecrã. No caso de fazer zoom in ou out o mapa não será desenhado outra vez mas a imagem terá uma nova escala.

 

 

  1. “Preview: render” significa que se fizer zoom in ou out o mapa será desenhado outra vez, mas por motivos de espaço, até apenas uma determinada resolução máxima – imagem 6.
Imagem 6: Modo de visualização do mapa QGIS “Preview: render”

Imagem 6: Modo de visualização do mapa QGIS “Preview: render”

 

Poderá alterar o tamanho do mapa mais tarde clicando no botão seleccionar/mover item (“select/move item”), seleccionado o elemento e arrastando uma das pegas azuis no canto do mapa até à dimensão pretendida.

            Com o mapa seleccionado poderá adaptar mais propriedades na tabulação “Item”: alterar o tamanho do mapa especificando a altura e o comprimento ou a escala, definir o tamanho do mapa usando os valores mínimos e máximos para x e y ou clicando no botão “set to map canvas extend”, definir as cores e a espessura do contorno para a moldura do elemento (“Color: Frame” e “Outline Width”), definir a cor de fundo (“color: background”) e a opacidade da tela do mapa (“Opacity”). Poderá ainda optar por apresentar uma moldura, na opção “frame”. Se alterar a vista do mapa QGIS fazendo zoom, mudando o vector ou rasterizando, poderá actualizar o compositor de impressão (“Print composer”) seleccionando o mapa, no compositor de impressão, e clicando no botão “update preview” na tabulação “Item” – ver imagem 7.

 

Imagem 7: Propriedades disponíveis na tabulação “Item”.

Imagem 7: Propriedades disponíveis na tabulação “Item”.

 

Para mover elementos dentro do mapa QGIS clique no ícone “move item content” e mova os elementos que pretende com o botão esquerdo do rato. Depois de definir o local correcto para um elemento, pode trancar a posição desse elemento dentro da tela: seleccione o elemento a trancar e clique no botão direito do rato para trancar o elemento. Clique outra vez se pretender destrancar.

 

Ferramentas de navegação

            Para navegar no mapa o compositor de navegação Fornece 4 ferramentas:

 

Imagem 8: ferramentas de navegação.

Imagem 8: ferramentas de navegação.

 

Adicionar outros elementos ao compositor de impressão

 

            Além de adicionar mapas QGIS ao compositor de impressão é possível adicionar, posicionar, mover e personalizar legendas, barras de escala, imagens e etiquetas.

 

Etiquetas e imagens:

            Para adicionar uma etiqueta ou uma imagem clique no item “add label” ou “add image”, coloque o elemento com o botão esquerdo do rato na tela e posicione e personalize seu aspecto na tabulação “Item” – Imagem 9.

 

Imagem 9: Inserir imagem no Print Composer

Imagem 9: Inserir imagem no Print Composer

 

Legenda e barra de escala:

            Para adicionar uma legenda ou uma barra de escala clique no ícone “add new legend” ou “add new scalebar” (presentes na barra de ferramentas), coloque o elemento com o botão esquerdo do rato na tela e posicione e personalize o seu aspecto na tabulação “Item” – Imagem 10.

 

Imagem 10: Inserir legenda e escala no Print Composer.

Imagem 10: Inserir legenda e escala no Print Composer.

 

Eleve, baixe ou alinhe elementos

            As funcionalidades de elevação ou abaixamento para elementos estão contidas no menu “raise selected items”. Seleccione um elemento na tela e seleccione a correspondente funcionalidade para elevar ou baixar o elemento seleccionado, comparado com outros elementos – imagem 11.

Existem várias funcionalidades de alinhamento disponíveis no menu “Aline Selected Items”. Para utilizar a funcionalidade alinhamento, seleccione primeiro vários elementos e clique de seguida no ícone de alinhamento pretendido. Todos os seleccionados ficarão alinhados dentro da sua caixa comum.

 

Criação de outputs

 

            A Imagem 12 apresenta o compositor de impressão com um exemplo de um “layout” de impressão incluindo cada tipo de elemento descrito nas secções anterior:

 

Imagem 11: Opções para elevação e abaixamento de elementos.

Imagem 11: Opções para elevação e abaixamento de elementos.

 

Existem várias funcionalidades de alinhamento disponíveis no menu “Aline Selected Items”. Para utilizar a funcionalidade alinhamento, seleccione primeiro vários elementos e clique de seguida no ícone de alinhamento pretendido. Todos os seleccionados ficarão alinhados dentro da sua caixa comum.

 

Criação de outputs

 

            A Imagem 12 apresenta o compositor de impressão com um exemplo de um “layout” de impressão incluindo cada tipo de elemento descrito nas secções anterior:

 

Imagem 12: Exemplo de um ” layout” de impressão.

Imagem 12: Exemplo de um ” layout” de impressão.

 

O compositor de impressão permite-lhe criar vários formatos de “output” sendo possível definir a resolução (qualidade de impressão) e o tamanho do papel.

O ícone “Print” permite imprimir o “layout” para uma impressora conectada ou para um ficheiro Postscript dependendo dos drivers de impressão instalados. O Ícone “export as image” exporta a tela em diferentes formatos de imagem, tais como png, bpn, tif e jpg. O ícone “exporte as PDF” grava a tela directamente em PDF. O ícone exporte as SVG grava a tela como SVG (gráfico de vector escalável). Nota: actualmente o output de SVG é muito básico mas espera-se que em futuras versões do programa possa ser melhorado.

Gravação e abertura de um “layout” do compositor de impressão:

            Com os ícones “save as template” e “load from template” pode gravar o corrente estado de uma sessão do compositor de impressão como um template *.qpt, e carregar novamente o template noutra sessão – Imagem 13.

 

Imagem 13: ícones “save as template” e “load from template”

Imagem 13: ícones “save as template” e “load from template”

 

 

Buffering

A função BUFFER  cria um buffer em torno de uma da área seleccionada baseada numa determinada distancia específica.

Para utilizar esta função é necessário ter o plugin fTools instalado (incluído nas versões mais recentes). Caso esteja a utilizar uma versão mais antiga utilize o seguinte link:  http://www.ftools.ca/cfarmerQgisRepo.xml

Estando instalado o fTools, será adicionado ao menu —> VECTOR

vector

VECTOR está dividido em várias funções, sendo uma delas a GEOPROCESSING TOOLS, onde está incluído a função BUFFER e outras.

buffer

Comecemos então a criar um BUFFER:

1- Selecção do atributo do qual queremos criar o buffer

selecção

2-Escolha dos input/output do BUFFER

  • Input vector layer : vias
  • Seleccionar “Use only selected features”
  • Buffer distance: 10
  • Output: buffer_via.shp

buffer2

De seguida click OK e depois SIM. Por fim feche a caixa de diálogo  e está criado um buffer distanciado a 10 m  da via seleccionada.

buffer_final

Georreferenciar Imagens (2)

A Georrefenciação é uma ferramenta que permite localizar no espaço um mapa, ou uma imagem com as respectivas coordenadas.

É essencial que a imagem apresente linhas de orientação ou pontos de referência, isto é, pontos onde as coordenadas sejam conhecidas.

Neste exemplo pretende-se localizar uma imagem retirada do Google Earth®. Para começar vai-se à barra de ferramentas, e em Plugins clica-se em Manage Plugins (Figura 1).

Fig1

Figura 1

De seguida verifica-se se o plugin Georreferencer GDAL está activo (Figura 2).

Fig2

Figura 2

Agora estamos prontos para georreferenciar. Neste exemplo, tenho como base os limites do concelho de Águeda e respectivas freguesias, assim como das vias existentes na parte Oeste do concelho (Figura 3). O meu objectivo é colocar uma imagem retirada do Google Earth® sobre o mapa, e claro está, no sítio certo.

Fig3

Figura 3

Para isso retiro a imagem que quero georreferenciar do Google Earth® (Figura 4).

Fig4.png Figura 4

A imagem anterior situa-se entre o limite entre as freguesias de Travasso e Segadães.

O próximo passo é saber em que sistema de coordenadas se encontra a shapefile vias.

Para isso segue-se os seguintes passos:

  1. Clica-se com o lado direito do rato na layer vias e acede-se às sias propriedades (Figura 5)

Fig5

Figura 5

  1. Aparecerá uma janela (Figura 6) e clica-se em Specify CRSe abrirá uma nova janela onde aparece seleccionado o sistema de coordenadas da layer vias (Figura 7)

Fig6

Figura 6

Fig7

Figura 7

Neste caso, o sistema de coordenadas utilizado é o Datum 73.

Quando queremos georreferenciar uma imagem que não apresenta sistema de coordenadas, temos de ter pontos de referência que nos ajudem a localizar no espaço. No caso das imagens do Google Earth® é possível saber as coordenadas de um determinado ponto, que normalmente se apresentam em WGS84. Assim, escolhemos no mínimo 2 pontos de referência na imagem (o ideal serão 4 pontos distantes entre si, formando um quadrado) e retiramos as suas coordenadas. Para transformar as coordenadas pode-se usar o transformador do Instituto Geográfico do Exército, acessível em http://www.igeoe.pt/utilitarios/coordenadas/trans.aspx.

Os pontos de referência escolhidos coincidem com locais conhecidos, neste caso escolhi o centro dos ramais de acesso ao IC2 (por ser facilmente identificável) – PR1, e a rotunda que faz a ligação entre a EM578 e a N1 – PR2. Após a transformação das coordenadas, o PR1 tem como coordenadas X = -028420,73 e Y = 102974,19 e o PR2 tem X = -027427,34 e Y = 102917,07.

Segue-se agora para a ferramenta de georreferenciação, acedendo a Plugins à Georeferencer à Georeferencer, na barra de ferramentas (Figura 8).

Fig8

Figura 8

Aparecerá a seguinte janela.

Fig9

Figura 9

Importa-se a imagem em Raster file (Figura 10). É necessário que a imagem esteja em formato .tif, caso contrário a imagem não poderá ser georreferenciada. Pode-se fazer Zoom In, para que o ponto de referência seja marcado com maior precisão. Selecciona-se o comando Add Point e selecciona-se na imagem o primeiro ponto de referência.

Fig10

Figura 10

Introduzem-se as coordenadas do ponto na janela que se segue.

Fig11

Figura 11

Repete-se este procedimento para o segundo ponto de referência.

Como se pode ver na imagem seguinte, os dois pontos já apresentam coordenadas.

Fig12

Figura 12

Após a localização dos pontos, é automaticamente criado um ficheiro de texto com ([nome do ficheiro].points), armazenado juntamente com a imagem raster. Clica-se em Creat e importa-se a imagem, agora já georreferenciada (Figura 13).

Fig13

Figura 13

Para ver se a imagem ficou bem colocada, pode-se aumentar a sua transparência, acedendo às suas propriedades. Desta forma veremos as vias e a imagem, podendo comparar a qualidade da georreferenciação (Figura 14).

Fig14

Figura 14

Como só foram utilizados dois pontos, é natural que ainda haja algumas diferenças entre as via das imagem e as vias da shapefile.

Edição (complemento)

1. Antes de editar os dados é necessário importa-los:


Adicionar nova camada vectorial

Adicionar nova camada vectorial (1º passo)

Escolher o directório

Escolher o directório (2º passo)

Importar mais que um tema/camada ou "layer"

Importar mais que um tema/camada ou "layer" (3º passo)

2. Edição de figuras (pontos, vectores e polígonos):


Vista sobre a camadas

Vista sobre a camadas

Podemos rectificar as características quando tivermos concluído a figura. QGIS indica os vértices (ou pontos) com um “X” ou neste caso de estudo em concreto “O” (círculo), quando uma camada está em modo de edição. Os itens da barra de ferramentas de digitalização permitem-nos adicionar, excluir e mover os vértices para ajustar uma figura:

Barra de ferramentas "Digitizing"

Barra de ferramentas "Digitizing"

2.1. Se o tema/camada ou “layer” não existe:

Criar um novo tema (1º passo)

Criar um novo tema (1º passo)

Inserir atributos para configurar o novo tema (2º passo)

Inserir atributos para configurar o novo tema (2º passo)

Possibilidade de introdução de vários atributos/parâmetros (3ºpasso)

Possibilidade de introdução de vários atributos/parâmetros (3º passo)

Gravar directório do novo tema (4º passo)

Gravar novo tema em directório a definir (4º passo)

Nova camada

Nova camada

2.2. Definição da tolerância de corte ou “Snap Tolerance”:

Antes de podermos editar vértices, temos de definir a tolerância de snapping. Isto é a medida que o QGIS usa para “pesquisar” o polígono e vértice e ainda ponto, que estamos a editar quando se clica no mapa. Se não definir uma tolerância de snap o QGIS não encontra e não selecciona o vértice para a edição. A tolerância é definida pelas unidades do mapa. Se especificar um valor demasiado elevado para a “Tolerance” o QGIS pode apoderar-se do vector errado, especialmente se lidar com um grande número de vértices em estreita proximidade. Definindo-o muito pequeno não encontrará nada.

Para definir a tolerância de corte seleccione “Project Properties” no menu Settings” clique em “General”. A tolerância vem nas unidades do mapa. Para o exemplo em questão de digitalização, as unidades estão em metros.

Definir a tolerância (1º passo)

Definir a tolerância, “Project Properties” no menu “Settings”(1º passo)

Escolher o parâmetro mais adequado, no caso em estudo, metros (2º passo)

Escolher o parâmetro mais adequado, no caso em estudo, metros (2º passo)

Selecciona-se "Snapping options..." (4º passo); e escolhem-se valores adequados para a construção e consequente escala (5º passo)

Selecciona-se "Snapping options..." (3º passo); e escolhem-se valores adequados para a construção e consequente escala (4º passo)

Uma vez que a tolerância está definida, podemos mover os vértices para corrigir erros e melhor dos polígonos.

Pressionamos em "Toggle editing" (5º passo)

Pressionamos em "Toggle editing", para editar o tema seleccionado (1º passo)

Inserir pontos (1º passo)

Inserir pontos (2º passo)

Caracterizar os parâmetros anteriormente definidos (3º passo)

Caracterizar os parâmetros anteriormente definidos (3º passo)

Furo (ponto) implantado no tema "furos2", sob as outras camadas

Furo (ponto) implantado no tema "furos2", sob as outras camadas

Para a visualização dos atributos dos respectivos furos:

Vários furos implantados, caminho para tabela com as descriminações dos pontos

Vários furos implantados, caminho para tabela com as descriminações dos pontos (1º passo)

Alguma procura, remoção, movimentação da informação pode ser realizada na própria tabela:

Tabela com os atributos do tema furos

Tabela com os atributos do tema furos

Clica-se em “Move Feature” coloque-se o cursor sobre o vértice a ser movido e arraste-o para o novo local. Quando se liberta o rato, o ponto move-se, neste caso mas podendo também o vértice move-se e a forma do polígono muda.

Mudança do local dos furos.

Mudança do local dos furos.

Para adicionar vértices clica-se em “Add Vertex” para adicionar os vértices clicando no segmento de linha que precisa ser modificado. Depois de adicionar os vértices, usa-se a ferramenta “Move Feature” para ajustar as posições exprimindo a margem de entrada. Não tendo vértices suficientes para retratar uma imagem, basta acrescentar mais alguns e move-los para finalizar o trabalho.

Para apagar vértices prime-se “Delete Vertex” excluindo os que não são necessários. Quando se exclui um vértice o polígono reformula-se automaticamente.

A ferramenta “Cut Features” na barra de digitalização também pode ser utilizada para apagar figuras. Esta opção apaga efectivamente as figuras mas também as coloca na área de transferência. Então podemos cola-la novamente, onde assim se entender. Dando-nos desta forma a capacidade para retroceder uma vez. Cortar, copiar e colar funcionam relativamente às figuras seleccionadas, significando que não se pode operar mais de uma de cada vez.

As anteriores funções têm aplicabilidade quando por exemplo se edita mais que uma camada simultaneamente, e se cortam e colam figuras entre elas.

Após selecção das figuras, possível eliminar ou cortar ponto

Após selecção das figuras, possível eliminar ou cortar figura, neste caso ponto (1º passo)

Se for necessário apagar um polígono inteiro, clica-se em “Select Features” seleccionando uma ou várias figuras para apagar. Uma vez que a selecção está feita prime-se “Delete Selected” para apagar os polígonos. Não existe a função de retroceder, mas a nossa camada ou “Layer” não foi realmente alterada até que se pare de editar e se guarde as alterações. Todavia se um erro for cometido, cancela-se o “Save” e não se guarda.

Colagem de um ponto noutra camada

Colagem de um ponto noutra camada

Outro exercício, agora com uma linha (vector)

Outro exercício, agora com uma linha (vector); introdução de falhas -> caracterização dos atributos (1º passo)

Gravar nova camada, e escolha do directório (2º passo)

Gravar nova camada, e escolha do directório (2º passo)

Inserir falha (3º passo)

Inserir falha (3º passo)

Adicionar vértices

Adicionar vértices

Para copiar as figuras e os seus atributos os esquemas têm que ser os mesmos.

Dados para os exercícios:

http://www.sigaberto.org/geologia/wp-content/uploads/2010/03/SHP_EPSG27492.zip

Edição de operações típicas de manipulação geográfica

Nova layer (camada/folha). Que fazendo uma comparação com uma tabela, o “Name” seria correspondente a uma coluna e “Width” seria correspondente as linhas.

Nova layer (camada/folha). Que fazendo uma comparação com uma tabela, o “Name” seria correspondente a uma coluna e “Width” seria correspondente as linhas. Adiciona-se os atributos necessários e pretendidos

Para criar um ponto nesta nova camada temos de premir “Toggle editing”

Para criar um ponto nesta nova camada temos de premir “Toggle editing”

Depois carregamos em “capture point” para selecionarmos o local na layer onde queremos o ponto

Depois carregamos em “capture point” para selecionarmos o local na layer onde queremos o ponto

Preenche-se os campos para dar a informação ao nosso atributo

Preenche-se os campos para dar a informação ao nosso atributo

Para mexer um ponto utiliza-se “move vexter”

Para mexer um ponto utiliza-se “move vexter”

Para mover uma forma ou polígono utiliza-se “move feature”

Para mover uma forma ou polígono utiliza-se “move feature”

Exemplo no atlas da hipsometria (retirado: http://www.iambiente.pt/atlas/est/index.jsp?zona=continente&grupo=&tema=c_hipso)

Exemplo no atlas da hipsometria (retirado: http://www.iambiente.pt/atlas/est/index.jsp?zona=continente&grupo=&tema=c_hipso)

Georreferenciar no QGIS

A Georrefenciação é uma ferramenta que permite localizar no espaço um mapa, com as respectivas coordenadas.

O primeiro passo é importar a imagem, em formato TIFF (quando tentamos abrir uma imagem não georreferenciada, esta poderá não aparecer. Neste caso, usa-se o formato TIFF em vez de JPEG).

É essencial que o mapa apresente linhas/pontos de orientação, isto é, zonas do mapa onde se conheçam as coordenadas.

Na barra de ferramentas, em Plugins clica em Manage Plugins.

1º passo

1º passo

Verificar que o plugin Georreferencer GDAL está activo (2º passo).

2º passo

2º passo

De seguida seleccionamos Plugins > Georeferencer > Georeferencer (3º passo)

3º passo

3º passo

Aparece a seguinte janela. Aqui, temos de seleccionar o ficheiro que queremos georreferenciar (Raster file) (4º passo)

4º passo

4º passo

Podemos agora começar a marcar as coordenadas dos pontos (5º passo)

5º passo

5º passo

Ao fazermos Create and load layer, o mapa aparece, já georrefenciado na área de trabalho.

Informação vectorial e raster

Ao nível da exploração e visualização de informação geográfica existem dois tópicos:

Informação vectorial e imagens/raster.

Como ver informação vectorial?

1. Clicar em add a vector layer na barra de ferramentasbarra de ferramentas ou então ir ao menu Layer e escolher add a vector layer.

2. Aparece agora a seguinte caixa de texto:add a vector layer

Escrevemos a seguir o caminho especificado onde está localizada a informação que desejamos abrir e clicamos em OK.

3. Podemos também abrir várias layers simultaneamente, após clicar em Browser, e sobre os ficheiros desejados clicar também nas teclas shift ou ctrl.

4. Quando já se fez então o loading da shapefile, vamos então usar a barra de ferramentas de navegação do mapa, esta apresenta-se da seguinte forma:

navegação

O primeiro botão chama-se Pan map e tem como função movimentar o mapa clicando e movendo o rato. De seguida temos o Zoom in e o Zoom out que servem para, respectivamente aumentar ou diminuir o zoom. O próximo botão denomina-se Zoom full e serve para fazer um zoom total das extensões de todas as layers. O botão zoom to selection serve para fazer zoom de áreas que seleccionamos, já o botão Zoom to layer tem a função de fazer zoom de toda a layer que está seleccionada. Os botões Zoom last e Zoom next servem para fazer a visualização de zooms que foram feitos anteriormente. Finalmente o último botão, Refresh serve para actualizar a layer actual.

Quanto à informação raster o loading desta é feito de forma bastante semelhante à anterior:

1. Clicamos em adicionar Add raster layer na barra de ferramentas barra de ferramentas 2, o processo de loading é então semelhante àquele que se usa para ir buscar uma informação vectorial (ver passos 1, 2 e 3 de informação vectorial).

Nota: Se existir uma ou mais barras de ferramentas “desaparecidas”, basta clicar com o botão direito do rato na zona das barras de ferramentas, vai aparecer uma caixa para seleccionar as ferramentas que desejamos visualizar, barras de ferramentas 3 , então é só seleccionar o que desejamos. Outro aspecto importante a salientar é o facto de existir sobreposição de layers á medida que as vamos adicionando, ficando a última adicionada por cima. Para remover a selecção vamos ao painel à esquerda e demarcamos o que não desejamos layer, é também possível modificar a ordem das camadas, seleccionando-as e trocando para o lugar desejado.


Simbologia

Após fazer o loading da imagem em formato raster podemos alterar algumas propriedades de visualização , para tal faz-se um duplo click sobre a legenda e, aparece a seguinte caixa de diálogo:

Dentro da layer nesta caixa podem-se mudar algumas definições como:

1- alternar entre escala de cores e escala de cinzentos

2- inverter as cores do mapa

3- alterar o nível de transparência para o raster

4- ajustar as definições para a escala de cinzentos

Ainda nesta caixa , na tab de propriedades gerais, General, podemos:

Nudar o nome da layer se esta aparecer na legenda, alterar a dependência da escala de modo a que esta só seja visível entre os valores definidos de máximo e mínimo, ver ou modificar as referências espaciais, projecção e ver as paletes dos gráficos, legendas e thumbnails. Esta será bastante usada, pois frequentemente se fazem alterações como alterar a dependência da escala e visualizar o nome.

Na tab Metadata o programa oferecenos informações adicionais acerca da imagem como o tamanho, número de bandas, o tipo de dados, projecção, o tamanho dos píxeis e as propriedades das bandas.

Ao usar a tab Pyramids temos uma ajuda para acelerar o aparecimento de uma raster a escalas menores (zoomed out). esta permite construir pirâmides na imagem, é importante salientar que isto vai alterar a imagem original.

Quanto ao histogram, este permite ver a distribuição das bandas ou cores na raster, é preciso inicialmente gerar as estatísticas do raster clicando no botão refresh, podemos agora escolher quais as bandas que queremos mostrar seleccionando as na caixa de diálogo.

Vector rendering

O programa, neste ponto fornece quatro modos de renderizar os dados:

caixa de transparência2

Single symbols:

Aqui usa um simbolo simples para point layers, uma outline para line layers e uma cor de preenchimentos para polígonos.

Graduated symbol

Esta permite que simbolizemos com base no número de classes, cada classe vai ser assim composta por uma escala de valores, implica apenas que a base para esta simbologia seja numérica.

Continuos color

Este classifica usando cores, uma para um valor mínimo e outra para um valor máximo, tal como o anterior tem que existir uma base numérica.

Unique value

Esta apresenta todos os tipos na mesma cor, não existe qualquer restrição na tabela de classificação, para cada valor único definimos a cor e o preenchimento, ou aceitamos as predefinições do programa.

A escolha do renderer vai estar dependente do que se está a tentar visualizar.

Para escolher um símbolo, clica-se na tab symbology, e de seguida na lista de símbolos que se apresenta. Esta caixa de diálogo é bastante semelhante à anterior, pelo que os seus conteúdos são semelhantes, mesmo assim serão discutidas a presença de opções diferentes.

Na general tab existe um botão diferente, o Query builder, este apenas está activo em layers do postGis.

Na tab labels podemos alterar um sem número de opcções relaccionadas com o buffering, localização e estilos.

Atributos e acções.

Neste capítulo é possível criar acções para fazer aparecer imagens, fazer pesquisas na internet ou até criar um relatório de uma base de dados baseado no valor. Uma acção é algo semelhante a: http://en.wikipedia.org/wiki/%CNTRY_NAME

Se esta acção for criada, esta pode ser usada para abrir a página da WIKIPÉDIA para um país. Como se criam acções? Em primeiro lugar determinamos a URL necessária para efectuar a pesquisa, de um modo simples pode-se usar o motor de busca Google e tirar a url, depois abrir as propriedades fazendo um clique duplo na legenda ou um clique com o botão do lado direito e escolher Properties no menu, de seguida clicar na tab Actions, introduzir um nome para a acção, por exemplo Google search. Para a acção propriamente dita é preciso o nome do programa externo que vai correr, por exemplo o Firefox, então fornecemos o caminho e de seguida a url que desejamos. Clicamos em NAME e depoies em insert Field, adicionar também um + no final do texto de acção e insert action.

Digitizing and editing data

Como criamos uma nova shapefile?

Escolhemos New Vector Layer do menu de Layer, clicamos no botão em “Polygon radio”, em add e adicionamos em ID com o tipo “Integer”, de seguida novamente em add e no campo  NAME adicinamos  “String”

DEVERÁ APARECER ALGO DESTE GÉNERO:

NOVA SHAPE

De seguida clicar em OK para criar a layer, vai aparecer a seguinte caixa de diálogo que vai permitir guardar a shapefile num directório e com o nome que se achar mais adequado.

NOVA SHAPE guar

Para começar a alterar é preciso clicar no botão direito em cima da legenda e depois em toggle edditing, um pequeno lápis aparece na legenda , o que nos indica que estamos no modo de edição.

Para editar uma área…

Primeiro fazemos zoom se necessário e entramos em toogle edditing. Clicar em capture polygon  tool na barra de edição, depois clicar no botão esquerdo e mover ao longo dos limites, clicar sempre que mudar a direcção (se atingir o final do mapa na imagem, manter premida a barra de espaços e mover o rato para deslocar o ecrân, assim como se for necessário fazer mais ou menos zoom é mais prático usar o botão scroll do rato). Quando finalizar fazer um clique com o botão direito do rato. Aparece agora a caixa de atributos anterior para definir uma ID e um nome para o objecto. Para guardar as alteraçõe sé necessário clicar em stop editing na barra, ou fazer um clique com o botão direito do rato na legenda e clicar no mesmo botãio que permite editar para finalizar, uma caixa de confirmação aparece e clicamos em Yes.

À medida que as alterações foram sendo feitas é normal que surjam alguns erros, mas estesbpodem corrigidos quando completarmos. Antes de editarmos os verticesb é preciso ajustar a snapping tolerance. Esta corresponde à distância no Qgis que é usada para procurar os pontos que estamos a tentar editar. Para isso é preciso escolher Project Properties no menu Settings e clica em General Settings. Agora já podemos mover os vértices para corrigir os erros anteriores, se falhou algum vértice, este pode ser adicionado clicando em add vertex, se acontecer o inverso e for preciso apagar um vértice é só clicar em delete vertex.

Copiar, cortar e colar

Primeiro selecciona-se o polígono usando Select features, depois é só clicar em Delete Selected. Para cortar algo é só usar o botão cut features do mesmo modo que os anteriores

Recursos sobre o Quantum GIS

Com o propósito de ajudar à criação de um manual do Quantum GIS (QGIS), incluem-se aqui alguns apontadores.

http://spatialserver.net/foss4g2007/workshop/qgis_workshop.pdf

http://www.ing.unitn.it/~grass/docs/tutorial_qgis/tutorial_qgis.html

http://www.plantsciences.ucdavis.edu/plant/qgislabs.htm

http://www.osgeo.org/node/862

http://earth.unibuc.ro/tutoriale/bazin-hidrografic-prin-QGIS-GRASS/

http://linfiniti.com/

Em romeno

http://earth.unibuc.ro/tutoriale/utilizare-qgis-doi

http://earth.unibuc.ro/tutoriale/georeferentiere-harta-scanata